sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cartas que não enviei . ²

Carta VI

Perdido



Acordei, tão derrepente, não vi você.
Nem me toquei que você se foi, e pelo jeito não volta, nunca mais voltará.
Fiquei louco, triste e vazio, fora de mim, fora do mundo, fora do seu mundo.
Mas não vou conseguir, viver sem você é doloroso demais !
Não me castigue, isto é tortura.
Estou lamentando ...
De tudo que fiz e que deixei de fazer, de tudo que fui e não quis ser.
Perdi você !
A saudade me consome, a solidão me entende, o vazio abraça meu peito.
A tristeza domina meu olhar, estou nadando num rio de lamentos ...
Volta ?! Salve-me !
Tire-me daqui !
Porque ninguém me ouve ?
Durmo pensando em você ...
Sinto-me fraco, meu alimento é você .
Não vou ...
Minhas lágrimas dizem :“ Eu Te Amo ”.
Eu estou aqui, sem expectativa.
Perdi você !
Mais um dia sem você ?!
Eu não agüento !
Porquê você se foi tão cedo ?
Diz que me ama.
Eu preciso dormir !
Descansar.
O que fiz de tão ruim ?
Diz que me ama.
E volta !
Eu não te perdi, não posso acreditar nisso.
Perdi você !
Eu quero dormir ...


( 16 de Julho de 2006 )



Carta VII

Despedida



Queria você do meu lado, queria brigar com você ...
Discutir bobagens.
Sorrir... E ao mesmo tempo chorar.
Por quê?! Cadê você ?
Queria ouvir tua voz, sentir sue olhar invadir meu corpo.
Ver seu sorriso acontecer ... Vem.
Quero o calor das suas mãos ... Eu quero chão.
Quero seu amor.
Quero você de volta ...
Me olha, não sai da minha vida não.
É inevitável essa situação ?
Quero te sentir, como se fosse nossa primeira vez.
Não esqueça ... Não me esqueça !
Perdoa-me por ser cruel.
Ao menos diga que não vai embora.
Lute contra, fique a favor de nós.
Não me deixe ir.
Sou seu ... Inteiramente, intensamente seu !
Mesmo que eu não queira.
Seu último olhar... Será o meu !
Queríamos um ao outro ?
Insista em mim.
Insisto em você.
Viverei assim ?
Sem você ...
Não.


( 25 de Julho de 2006 )



Carta VIII

Verdade




Amo-te por mais um dia.
Amo-te pelo mundo a fora.
Amo-te pela busca insana.
Amo-te pois meu amor é soberano ao teu nome.
Amo-te pelo outono quente que você me deu ...

Odeio-te por não me desejar mais.
Odeio-te por não me levar em teu coração.
Odeio-te por não me amar nessa eternidade, nessas horas que passam.
Odeio-te pois meu necessário é necessitar de ti.
Odeio te querer como um bicho ...

Mas hoje percebi, que meu amor por você é tudo que tenho.
E que onde você estiver, eu irei, eu vou te achar por meandros.
Seus passos serão os meus ...

Por mais um dia, te levo e tenho mais de você em mim.
Meu amor, eu juro que é sagrado e não mundano.
E essas são as minhas verdades ...


( 13 de Agosto de 2006 )



Carta IX

Falta



Agora é tudo sombrio, é insatisfação, desespero.
Essa situação é ruim, insuportável, inalável.
Te mando um convite, molhado com lágrimas e escrito com minhas mãos frias.
É assim que estou, frio e te convido a morte, a minha vida-morta.
Sua falta, minha loucura.
Meu drama, minha solidão.
Eu sinto sua falta, presencio inerte.
Estou de mãos atadas, e isto me destrói.
Como uma doença maligna que só deu sintomas agora.
Nesse fim, nessa perda, nessa falta.
Sou teu refém, teu arém, e se for preciso eu vou à Belém.
Porque eu ando o caminho que for, só para te achar, só para ter você mais perto.
Minha alma sente, meu corpo sente.
Sou rei sem coroa, farol sem mar.
Minha mente sente, meu coração sente essa falta.


( 22 de Setembro de 2006 )



Carta X

O que farei agora ?




Eu tenho que aceitar que você se foi ?!
Que você não é o meu amor, que minha realidade é ficar sem você, ou seja, sem acordar contigo, sem te contar como foi o meu dia.
Enfim, sem ver sentido nos poemas e versos que eu leio quando não estou do seu lado !
Como farei se não consigo te esquecer, se a cada manhã o seu nome vem em minha mente como o Sol que amanhece caloroso em cada manhã.
É, realmente estou só !
Agora eu acredito, pois não te vejo mais, e isso significa que você não me procura e que não existe mais, sumiu do mapa, sumiu dos meus olhares.
E que nem tão cedo eu saberei de você !
Você me prova isso, você quer isso !
Não quero essa droga de liberdade, não quero ser livre, não quero te perder !
Gosto da doce prisão de seus braços, e dos tormentos da sua boca, da sua presença na minha vida, do seu corpo ...
Você me fez tão feliz e por algum tempo dessa vida, pensei que seriamos eternos.
Eu irei te esquecer ?!
Já tentei,e não consegui !
Na minha memória você sempre está presente, como uma raiz !
Você me atormenta.
Passado, presente e futuro ...
Só vale a pena se do meu lado você estiver !
Sei que não deveria ser assim, mas não consigo conter meu coração.
Aliás, meu coração pede o seu, quer bater com mais força, com mais ritmo, se acostumou com o Cranaval de emoções.
O incrível é que sempre procuro em outras pessoas seus trejeitos, seus acertos e defeitos, procuro seu nariz, a pele, os ossos e seus dedos.
Sinto falta até da sua falta de zelo, do seu ar desprendido.
Lá no fundo do meu amor, existem lembranças, sentimentos.
Eu mordo os lábios, trinco os dentes e escrevo isto, lembro de sorrisos, a cada vírgula eu explodo, o tic-tac do relógio me assusta.
Nosso amor era tão forte !
Procuro-te em qualquer canto, e tenho a sensação que em algum ponto desse mundo você olha para mim,com olhos de domínio, com amor astucioso ...
Eu não vou te esquecer, isto é um decreto !
Nem que eu lembre de você com raiva, nem que seja frustado qualquer sentimento, mas eu vou sentir, com ódio ou amor eu te desejarei.
Os dias passam, e com eles, eu me multiplico, multiplico minhas pernas e braços, e eu vou te pegar !
Mas que doe sentir toda essa falta doe !
E não sei o quer fazer.
Não sei o que fazer comigo ...


( 5 de Março de 2007 )

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