segunda-feira, 26 de abril de 2010

Por hoje, sem explicações .

Amigos sabem quando serão amigos e estão sempre lado a lado.
Nas conquistas, nas derrotas, nas horas boas e nas difíceis.
Amizade nem sempre é pensar do mesmo jeito.
Mas abrir mão de vez em quando, abrir mão de você para o outro.
É ter um irmão que não mora na mesma casa, mas você pode até implicar !
Amizade é compartilhar segredos, emoções, é abrir feridas e deixar cicatrizar.
É compreensão, é diversão, é contar com alguém sempre que precisar.

É ter ALGO em comum, é não ter NADA em comum, é não ter NADA em comum mesmo, e saber que se tem MAIS em COMUM do que se imagina ...

É sentir saudade, e às vezes querer da um tempo, é ter tempo pra saber que ele é insuficiente sem esse amigo do lado.
É dar preferência, fazer escolhas, criar situações, é deixar bater um ciúme.
Amizade que é amizade nunca acaba, mesmo que a gente cresça e apareçam outras pessoas no nosso caminho.
Porque amizade não se explica, ela EXISTE ...





Tenho poucos amigos.
Sempre tive muitos conhecidos.
(I’m popular, Honey!)
Sempre fiz a distinção entre amigo e conhecido.
(Há controvérsias)
Tive amigos que me apunhalaram pelas costas.
(Perdoe, mas não esqueça)
Tive amigos que me usaram para atingir determinados objetivos (Se sentir vontade enfia a mão na cara dele,enfia a porrada se quiser)
Tive conhecidos que tentaram o mesmo ...
(Vermes,manda beijo insignificante)
Alguns que eu considerava como amigos conseguiram me magoar.
(Perdoe)
Tenho amigos que são incondicionais.
(Esses eu morrerei levando no peito)
Uns desde sempre, cresceram comigo e continuam lá, mesmo que não nos encontramos fisicamente, durante anos a fio.
(Esses nunca são esquecidos)
Outros são meus amigos há menos tempo.
Mas é apenas uma diferença de tempo ... Não de intensidade de sentimentos.
Já fiz amigos incondicionais ao primeiro olhar.
(Pode acontecer)
O meu conceito de amizade é hoje diferente do que há alguns anos.
Nem melhor nem pior ... Diferente.
(Refinei-me)


Deu vontade de escrever, deu saudades.
Deu vontade de ver, abraçar, beijar, sorrir, amar VOCÊ.


Deu vontade de ter VOCÊ meu AMIGO(A) pertinho de mim, pertinho do meu coração ...

E assim , o dia se constrói .

sábado, 24 de abril de 2010

Cartas que não enviei .

Então, andei um pouquinho distante do blog.
Sem tempo para escrever ou decifrar o meu cotidiano.




Tive dias corridos, naquela tentativa de concretização, que nunca chega em seu estado final.
E foi nisso, nessa energia de organizar, procurar, achar e fazer que comecei a mexer em memórias, ou melhor, vasculhei gavetas, desentupi pastas, amassei papéis, rasguei plásticos, destravei lembranças e libertei emoções .
Disso surgiram lembranças esquecidas, outras guardadas, e aquelas que mesmo quando tentamos esquecer continuam escritas, continuaram em seu devido lugar.
Foi assim que abri antigas agendas, com anotações do colegial, bilhetinhos de amigos e cartas.
Disso, deste bolo de lembranças em papéis, descobri cartas e anotações minhas, alívios escritos.
E muitas delas eu não enviei, eu não compartilhei com quem deveria.
Talvez egoísmo, talvez timidez, talvez imaturidade, ou talvez porque só eram cartas ...
E pensando nisso bate a nostalgia, o questionamento, o famoso “ SE ” ( se eu tivesse mandando essas cartas, se tivesse falado isso, se tivesse feito aquilo)
Mas pensar nisso é tortura e a AÇÃO já passou.
E o que restou foram cartas, pedaço de papel escrito, pedaços de ansiedades, frustrações, tentativas, sensações, palavras não ditas, ações interrompidas, pedaços de amor.
Que por muito tempo fiz questão de guardar dentro de gavetas, no escuro do armário, no fundo de mim.
E depois dessa panorâmica de revelações e lembranças, eu li uma por uma.
Ri, pensei, me emocionei, senti repulsa, chorei, gargalhei do ridículo e me orgulhei de mim.
E decido aqui não só falar delas, como digitá-las, não querendo revive-las ou redimi-las, mas sim mostrá-las, apenas compartilhando um pouco do conteúdo que é foi meu ... E será meu.
E não me levem a mal, porque são apenas cartas que não enviei.


( Então a partir desta postagem, estarei postando algumas cartas não enviadas,de diversos momentos e datas, de diversas ações e reações )


Carta I



Dias Solitários

Os dias demoram a passar, as horas não sentem pressa em passar, a semana tarda a passar, tudo não passa, mas sigilosamente me assusta por não passar.
Os dias não são mais os mesmos, minha vida é ignorada, agora nada vale a pena, viver sem você não tem graça, existe em minha volta amizades e risos ...
Sinto o cheiro de falsidade no ar, ar pesado, sufocante, vida miúda, vida vazia, sem objetivo, sem meta, sem amor.
Amor ignorado, passado pra trás, amor de pura ilusão, linda ilusão que me fazia sorrir, sorrir ...
É o que eu não faço há um bom tempo, é esse tempo que tanto me machuca, que tanto fere meu coração .
Meu coração se fechou, virou pedra, estou solidificado, minha alma pede necessitadamente que me recupere ...
Mas me recuperar de que ? Se eu nem sei ao certo ...
Talvez seja dos tropeções que a vida nos prepara.
Meu olhar sem emoção se extravia pela beleza presente aqui.
A felicidade passa longe de mim, agora vejo que as amizades que eu confiava se “desmoronaram” com uma falsidade medíocre e hipócrita.
E agora o que faço ?
Grito ?! Choro ?!
Penso nos momentos que perdi, das horas que nem liguei para o que acontecia, e agora estou aqui, meio morto, meio vivo,gelado, sozinho, jogado em meu canto ...
Esperando uma chamada, um telefonema, uma chance ...
Momentos felizes passam na minha mente como um filme na tela dos cinemas.
Saudades,
Apenas isso,
Saudades de você.
É o que sinto por você.
Saudades ...

( 28 de Outubro de 2005 )


Carta II




Cada Instante

A cada instante, perco as palavras, entro em crise ...
Fico confuso, eu não te dei valor.
Mas você queria ou merecia ?
Você me amou ?
Porque você não me amou ?
Eu sou tão amável, e você não repara isso.
Não te dei importância ?
Eu confio tanto em você.
Estou perdido.
Até hoje, não sei o porquê ...
Devo estar enganado ,ou você desistiu de mim ?!
Agora sei o quanto te queria.
Estou repetindo pra mim:
Eu não tenho mais você !
Eu não tenho ...
Eu me perdi de mim mesmo.
Sou meu pior inimigo, ou seu pior inimigo ?
Sou escravo de minhas próprias ilusões.
Não sei para onde ir ...
Desculpe-me !


( 23 de Novembro de 2005 )


Carta III


Só Você




Eu não sei dizer ,que amo você !
Não agüento o peso desse sentimento.
Coração explode, alma resplandece.
Meu corpo treme, minha mente se perde ...

Já perdi minha vida, já perdi meu coração ,
Meu corpo é seu, seu corpo é meu.
Somos um !
É só você ...

Só você,e é você o meu amor.
Não sei o que faço !
Eu sofro,as vezes choro.
Sinto saudades.
Quando falo e penso sobre tudo isso,
Acabo me arrependendo.

Esse amor me aprisiona.
Só você !
Minha essência se perde,sou nutrido de amor ,
Meu amor é nobre !
Não me leve a mal, tudo é doçura !
Pureza !

Sentimento leve ...
Não me odeie !
Tento não sentir tudo isso,
Tento não sentir saudades,
Tento não ter esperanças,

Mas é só você.


( 20 de Maio de 2006 )



Carta IV




Sem Você


Nada quis te dizer, mas você já sabe:
Que amo você !
Que sou teu amigo, teu amante, teu irmão.
E sempre na calada da noite pensarei em você,
Desejarei-te a cada insônia, sentirei você.
Em teu colo vivo um instante por vez.
Em teus olhos me vejo ...
Em tua boca eu me perco,
Tudo é perigo, tudo é pureza.
Do nosso amor os dias são feitos,
Você está em meu coração.
Coração amargurado quando não te vê,
Coração feliz, muito feliz pelo seu amor,
Por ter te conhecer, por ter te beijar, por te fazer feliz.
Estou indo dormir e nem assim te esqueço,
Fico ao lado da cama agarrado em pensamentos, em possibilidades.
Lembro dos bons momentos, que nunca voltam,
Dos dias felizes que passei com você,
Lembro das noites, em que ouvi tua voz.
Que eu congelo em minha mente,eu guardo tudo no meu coração.
Mas agora tudo me foge !
Oh Amor,
Com quem sonharei essa noite ? Com você ?
Espero que sim.
Agora tudo é domínio, tudo é amor.
Que escorre em palavras, salivas e memórias .
Estou obcecado, não paro de pensar em você !
Já estou sonhando ?!
Preciso de você ao meu lado.

( 09 de Abril de 2006 )



Carta V

Nossa distância



Mais uma noite de insônia ...
Simplesmente não consigo dormir, to pensando em você.
Pensando em tudo que você diz.
Estou sufocado com esse amor, que não para de crescer, hora alimentado com amor, e às vezes com raiva.
Idealizo mil coisas nos meus pensamentos ... Nem sei se vai acontecer.
Agora penso que tudo vai ser diferente ... Eu te amo tanto!
Me sinto tão feliz por te amar assim, com tanta intensidade, tão inocente e quase sem razão!
Mas numa fração de segundos sinto raiva ... Raiva de te amar, raiva de sentir algo tão inconstante por alguém, ou melhor, por você!
Sei que sou imaturo, mas eu tento, tento mudar o jogo!
Você é tudo para mim, sei que quando terminamos eu jurei que nunca mais olharia para você, além do mais você tinha feito muito mal para mim!
Me enganou, mentiu, não valorizou ...
Mas isso agora é passado.
E agora estou aqui com saudades de você!
O que achava que não sentiria mais.
Nem sei por que te beijei no carnaval ... Só pode ser destino, ou no mínimo euforia!
Eu te amo tanto, que às vezes nem sei falar sobre isso.
Isso toma conta da minha mente, desestrutura meu corpo.
Tem horas que esse amor explode em mim, me inflama, fico nervoso, confuso, descontrolado ... E me dá raiva.
Às vezes acabo te irritando, te deixando sem saber controlar essa situação, sem saber lidar comigo, mas sou assim ...
As vezes tenho medo de um repeteco do destino, de sofrer novamente.
Sou inconstante, grosso, doce, desconfiado, ciumento, e às vezes nem eu me entendo, mas tudo é porque te amo!
Tem horas que eu te amo tanto, que queria ser sua sombra, não sei se é o cúmulo do ciúme ou do amor.
Queria ser teu céu, teu mar, teu ar, teu alimento, ser teu corpo, ser teu abrigo eterno ...
O que me dá raiva não são seus erros, ou suas ausências, ou a distância entre agente.
Mas sim os momentos em que olho a minha volta e tudo está perfeito, porém bate um vazio: você não está ao meu lado!
Eu sofro com essa distância entre agente.
E tem situações do dia-a-dia que deixam bem claro isso.
Quando olho um casal na rua, bem juntinhos, bate um mix de raiva com um pouco de despeito, bate uma solidão, e é nessa hora que eu penso em terminar tudo, e vem uma frase na mente “eu não tenho que passar por isso”, me sinto no inferno por alguns instantes ... Mas vejo que nada disso adianta, porque sem você não tem graça ...
Eu te amo ... Nunca imaginei passar por tudo isso, ou que estaria escrevendo isso, por que é o que sinto, vivencio, é a minha realidade do hoje.
Te Amo .

( 22 de Abril de 2006 )

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cartas que não enviei . ²

Carta VI

Perdido



Acordei, tão derrepente, não vi você.
Nem me toquei que você se foi, e pelo jeito não volta, nunca mais voltará.
Fiquei louco, triste e vazio, fora de mim, fora do mundo, fora do seu mundo.
Mas não vou conseguir, viver sem você é doloroso demais !
Não me castigue, isto é tortura.
Estou lamentando ...
De tudo que fiz e que deixei de fazer, de tudo que fui e não quis ser.
Perdi você !
A saudade me consome, a solidão me entende, o vazio abraça meu peito.
A tristeza domina meu olhar, estou nadando num rio de lamentos ...
Volta ?! Salve-me !
Tire-me daqui !
Porque ninguém me ouve ?
Durmo pensando em você ...
Sinto-me fraco, meu alimento é você .
Não vou ...
Minhas lágrimas dizem :“ Eu Te Amo ”.
Eu estou aqui, sem expectativa.
Perdi você !
Mais um dia sem você ?!
Eu não agüento !
Porquê você se foi tão cedo ?
Diz que me ama.
Eu preciso dormir !
Descansar.
O que fiz de tão ruim ?
Diz que me ama.
E volta !
Eu não te perdi, não posso acreditar nisso.
Perdi você !
Eu quero dormir ...


( 16 de Julho de 2006 )



Carta VII

Despedida



Queria você do meu lado, queria brigar com você ...
Discutir bobagens.
Sorrir... E ao mesmo tempo chorar.
Por quê?! Cadê você ?
Queria ouvir tua voz, sentir sue olhar invadir meu corpo.
Ver seu sorriso acontecer ... Vem.
Quero o calor das suas mãos ... Eu quero chão.
Quero seu amor.
Quero você de volta ...
Me olha, não sai da minha vida não.
É inevitável essa situação ?
Quero te sentir, como se fosse nossa primeira vez.
Não esqueça ... Não me esqueça !
Perdoa-me por ser cruel.
Ao menos diga que não vai embora.
Lute contra, fique a favor de nós.
Não me deixe ir.
Sou seu ... Inteiramente, intensamente seu !
Mesmo que eu não queira.
Seu último olhar... Será o meu !
Queríamos um ao outro ?
Insista em mim.
Insisto em você.
Viverei assim ?
Sem você ...
Não.


( 25 de Julho de 2006 )



Carta VIII

Verdade




Amo-te por mais um dia.
Amo-te pelo mundo a fora.
Amo-te pela busca insana.
Amo-te pois meu amor é soberano ao teu nome.
Amo-te pelo outono quente que você me deu ...

Odeio-te por não me desejar mais.
Odeio-te por não me levar em teu coração.
Odeio-te por não me amar nessa eternidade, nessas horas que passam.
Odeio-te pois meu necessário é necessitar de ti.
Odeio te querer como um bicho ...

Mas hoje percebi, que meu amor por você é tudo que tenho.
E que onde você estiver, eu irei, eu vou te achar por meandros.
Seus passos serão os meus ...

Por mais um dia, te levo e tenho mais de você em mim.
Meu amor, eu juro que é sagrado e não mundano.
E essas são as minhas verdades ...


( 13 de Agosto de 2006 )



Carta IX

Falta



Agora é tudo sombrio, é insatisfação, desespero.
Essa situação é ruim, insuportável, inalável.
Te mando um convite, molhado com lágrimas e escrito com minhas mãos frias.
É assim que estou, frio e te convido a morte, a minha vida-morta.
Sua falta, minha loucura.
Meu drama, minha solidão.
Eu sinto sua falta, presencio inerte.
Estou de mãos atadas, e isto me destrói.
Como uma doença maligna que só deu sintomas agora.
Nesse fim, nessa perda, nessa falta.
Sou teu refém, teu arém, e se for preciso eu vou à Belém.
Porque eu ando o caminho que for, só para te achar, só para ter você mais perto.
Minha alma sente, meu corpo sente.
Sou rei sem coroa, farol sem mar.
Minha mente sente, meu coração sente essa falta.


( 22 de Setembro de 2006 )



Carta X

O que farei agora ?




Eu tenho que aceitar que você se foi ?!
Que você não é o meu amor, que minha realidade é ficar sem você, ou seja, sem acordar contigo, sem te contar como foi o meu dia.
Enfim, sem ver sentido nos poemas e versos que eu leio quando não estou do seu lado !
Como farei se não consigo te esquecer, se a cada manhã o seu nome vem em minha mente como o Sol que amanhece caloroso em cada manhã.
É, realmente estou só !
Agora eu acredito, pois não te vejo mais, e isso significa que você não me procura e que não existe mais, sumiu do mapa, sumiu dos meus olhares.
E que nem tão cedo eu saberei de você !
Você me prova isso, você quer isso !
Não quero essa droga de liberdade, não quero ser livre, não quero te perder !
Gosto da doce prisão de seus braços, e dos tormentos da sua boca, da sua presença na minha vida, do seu corpo ...
Você me fez tão feliz e por algum tempo dessa vida, pensei que seriamos eternos.
Eu irei te esquecer ?!
Já tentei,e não consegui !
Na minha memória você sempre está presente, como uma raiz !
Você me atormenta.
Passado, presente e futuro ...
Só vale a pena se do meu lado você estiver !
Sei que não deveria ser assim, mas não consigo conter meu coração.
Aliás, meu coração pede o seu, quer bater com mais força, com mais ritmo, se acostumou com o Cranaval de emoções.
O incrível é que sempre procuro em outras pessoas seus trejeitos, seus acertos e defeitos, procuro seu nariz, a pele, os ossos e seus dedos.
Sinto falta até da sua falta de zelo, do seu ar desprendido.
Lá no fundo do meu amor, existem lembranças, sentimentos.
Eu mordo os lábios, trinco os dentes e escrevo isto, lembro de sorrisos, a cada vírgula eu explodo, o tic-tac do relógio me assusta.
Nosso amor era tão forte !
Procuro-te em qualquer canto, e tenho a sensação que em algum ponto desse mundo você olha para mim,com olhos de domínio, com amor astucioso ...
Eu não vou te esquecer, isto é um decreto !
Nem que eu lembre de você com raiva, nem que seja frustado qualquer sentimento, mas eu vou sentir, com ódio ou amor eu te desejarei.
Os dias passam, e com eles, eu me multiplico, multiplico minhas pernas e braços, e eu vou te pegar !
Mas que doe sentir toda essa falta doe !
E não sei o quer fazer.
Não sei o que fazer comigo ...


( 5 de Março de 2007 )

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Cartas que não enviei . ³

Carta XI

Alheio




Hoje acordei só, com um corpo.
Meus pensamentos dormem no fundo do oceano de mim.
Eu não sou nada, não tenho nada.
É justo o corpo padecer.

Olhando para o céu eu vejo o azul, eu sou o azul.
Melancólico azul, paredes azuis.
A imensidão vazia.
Estou cego, acordando e dormindo eu tenho pesadelos.
Hoje acordei confuso, cheio do tudo, obscuro.
Eu vou mostrar os dentes, e tentar sorrir, mesmo que seja falso, mesmo que seja feio, mesmo que seja triste, eu vou sorrir.
E tudo pode acontecer ...

É difícil estar sozinho.
Sentir calafrio e enxergar solidão.
Tomo um café amargo, ou será que minha língua está amarga ?
Ou que meu peito é amargo, ou que minha alma seja amarga.
Eu não sei.
Eu não me domino, eu nem tenho fechaduras.
E se eu tivesse eu não ficaria com as chaves, e sim às distribuiria, porque eu não cuido de mim.
Sem qualquer abraço, sem qualquer campainha.
Alheio ao tempo.

Agora é tarde.
Quem sabe no amanhã eu tenha dias melhores.
E que essa solidão não passe de uma lembrança passageira.
Mas até lá eu estarei nessa solidão alheia.
E eu não vou acordar meus pensamentos e deixo aqui meu corpo padecer.


( 1 de Agosto de 2007 )



Carta XII

Bem vindo ao meu dia



Tem dias que eu não acordo, o despertador grita e cai.
Olho-me num pequeno e infeliz espelho e não me reconheço.
Eu não quero acordar, não vou me desenrolar desse lençol.
Eu não quero nada, não quero ninguém.
Só quero esse momento, esse inesperado instante.
Esse instante de inércia em mim mesmo ...
Esta é minha vida ?
Afoguei-me no vazio do meu ser ?
Eu me perdi ...
Caminho na Floresta de meus pensamentos, nos labirintos de sussuros.
Levanto, ainda bem sonolento e encho meus pulmões de ar.
Caminho até o banheiro, lavo meu rosto e adormeço em mim, adormeço na gélida água.
Estou de pé, agüentando o peso de ser quem sou, de ser tão diferente.
Este seria meu sonho de infância ? Ou um pesadelo juvenil ?
Sim eu me questiono, sim ...
Hoje estou assim, dolorido de uma dor que ainda não senti.
Com uma dúvida que tanto incomoda, com essa sensação de crime.
Com uma culpa de ser o que bem quis ser.
Este é o preço que se paga por crescer ?
Então para tudo.
Quem disse que eu queria crescer !
Mas nesse jogo, não sou eu quem dita as regras.
O tempo é devastador, é o senhor dos senhores.
Mas ainda tenho olhos dóceis e inocentes.
Doe mudar, doe não querer mudar, doe ver que não sou mais o mesmo .
O mundo gira de maneira assustadora, contrario ao meu corpo e eu não pertenço a esse espaço.
Eu não quero limites.
Eu não quero fazer.
Ser ou não ser ? Não !
Só quero isto, esta insanidade prazerosa.
Não penso por um segundo, só abro meus olhos.
Dá um medo estranho.
De recomeçar, decidir, ter caminho.
Ser feliz ...
Mudo minha roupa e me olho em outro infeliz espelho.
O que vejo no espelho é o que resta de mim, o que podem aproveitar de mim.
Sinto em meus olhos uma única necessidade, a de caminhar sem saber onde chegar, mas com ânimo, com minhas pernas fortes ...
Abri as portas, ouvi businas e me lancei no asfalto.
Bem vindo ao meu dia.


( 11 de Novembro de 2007 )


Carta XIII

Esperança



O melhor presente é a vida !
Nascemos ! E agora?
Quando criança, começamos a conhecer o mundo.
Na adolescência queremos respostas, sem ao menos saber exatamente a pergunta!
Ao passar do tempo nos tornamos tristes, e cada dia mais solitários ...
Passamos a viver de esperas.
E a cada ausência agente entristece mais.
Mas a vida tem que ser vista como ela realmente é.
Aí é hora de jogar tudo para o alto !
E de repente conhecemos algo novo, alguém novo ...
Todos seus conceitos e preceitos mudam.
Novos significados.
As vezes tudo se resume num olhar.
Um simples sorriso se resume em toda espera, em toda fadiga que existia.
A partir disto o mundo se torna mais mágico.
E você ... Tem novos passos, e até pisa em nuvens ...
E mais uma vez tudo muda, com força de moinhos de ventos.
E você cai... Mas ainda há chão pra pisar, estrada para caminhar.
Nessas horas, você pensa em desistir e se sente vulnerável ...
Fica medíocre diante do acontecido.
Porém ainda existe força, falta coragem, mais existe pulsação em seguir.
E a cada passo... Um ânimo, um êxito !
A luz de um “breve dia feliz” pode voltar a qualquer momento.
Só resta seguir e acreditar !
E por mais triste que pareça e mais longo o caminho, mais difícil a demanda ...
Mas você não está sozinho, nascera uma semente indestrutível dentro de você.
Uma inseparável e valiosa companheira: a Esperança.
E com ela fica mais fácil seguir.


( 19 de Outubro de 2008 )

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Iniciei – me .

Depois de inúmeras conversas, pedidos, e de muito relutar, estou aqui começando um blog .
Estou digerindo essa idéia e vomitando as minhas próprias (é o que irei fazer - vomitar rajadas de idéias).

Sempre fui um observador... Observador - falante, mas atento a tudo e todos .
Me criei assim: observando,vendo, falando, criando,andando, ouvindo, vivendo .
Sou do tipo que dá pitacos, que tem idéias, que discute, que sempre tem algum assunto na ponta da língua (inútil ou não) que gosta de bláh bláh bláh ...
Que é ser humano e que GOSTA do ser humano .

Um eterno curioso, aprendiz da vida e de si mesmo, que passa por dificuldades, que dá pâne no sistema,que se contradiz ...
Sou oferenda, que se dá de corpo e alma, que erra, erra e tenta ... Mas também aprende não só com seus próprios atos, como com os atos dos outros . (famoso : suas atitudes falam por você !)

Então este sou eu cheio de meandros, cheio de assunto, cheio de mistérios, cheio de mim, cheio de vocês !

E esse blog, será assim, cheio de tentativas,cheio de fatias, cheio de mim .




Então se delicie e lambe os dedinhos !


" Os ignorantes, que acham que sabem tudo, privam-se de um dos maiores prazeres da vida: APRENDER. "