
De umas semanas para cá
Eu não ando bem, apenas caminho sem saber
Sem temer
Os anos passam, esse passar doe
Tem peso de milhares, de milhões de anos
Tanto eu quis um amor
Que desse querer doeu a alma e feriu meu coração
E o medo surgiu, e desse medo me fiz alguém
E esse medo me fez agir como um louco
Me perdendo de mim, quantas idiotices a pensar
Quanto amargo os desejos, quanto choro e desespero
Tantas vezes, com tesouras na mão
Correndo surdo e mudo, vivendo no limite
Sobrevivendo
Quando penso em tudo isso, vejo o quanto “oco” é o ser humano
E o aprendizado nunca mata
A força que tenho não me foi dada mais sim conquistada
Conquista feita com esmero, com sofrimento, passagens e cicatrizes
E um dia após o outro
A impaciência tomou conta de mim
Foi difícil a espera, foi difícil a conquista
Mas o desejo de mudança foi maior
E lapidou cada pedaço meu
Cada pensamento, cada atitude
Costurei casulos, moradas para o meu peito
E separei a mente, novamente
Razão e emoção estão separadas
Cada uma é dona de um cómodo meu
É melhor assim, vai ser assim
E quanto menos você pensa, mais as coisas mudam
Tomam o jeito que você quis
E de tanto somar, se perde a conta
Porque um + um nem sempre são dois
E entre “estar-não estando” é melhor ser 1
Mas a cada minuto dessa jornada eu chorei
Choro interno, cheio de ausência
Cheio de mim
Fui até extremo, fiz drama
Me lancei no abismo, fiz meu próprio abismo
Cavei buracos, me enterrei e desterrei os sentimentos
Achei que não conseguiria
De que não era possível voltar
Quando eu acreditei que era invencível essa jornada
Eu venci
Quando me dei conta do que fiz, sorri
Como jamais tinha feito, se é que eu me lembro de ter sorrido assim
Tão calmamente
Quando livrei de mim o peso da ansiedade
De querer prever as coisas
De tentar segurar o coração
Massacrando o que ainda nem era realidade
E tentando deixar o que era real, irreal
Parei de narrar os fatos, de racionalizar o que só era para sentir
Sentir, arrepiar e sorrir
É tão simples
Que eu não entendia o “porquê”
E sinceramente abandono o “por que”
Desde criança eu me pergunto “porque”
“Porquê” ? “porque” !
Então desde aqui te liberto “porque”
E vou viver bem sem ele
Agora eu levo comigo, só o sorriso
Sem armaduras, sem trejeitos
Vai ser desse jeito, não sendo nada
Nada de esperas, só vivências
Não há mal que dure cem anos
Nem corpo que aguente todo o veneno
Então não seja sempre o “forte”
Mas a cada tropeçar conquiste o equilíbrio e lute
E o melhor sempre espera adiante
Adiante, mas não se adiante
Eu não ando bem, apenas caminho sem saber
Sem temer
Os anos passam, esse passar doe
Tem peso de milhares, de milhões de anos
Tanto eu quis um amor
Que desse querer doeu a alma e feriu meu coração
E o medo surgiu, e desse medo me fiz alguém
E esse medo me fez agir como um louco
Me perdendo de mim, quantas idiotices a pensar
Quanto amargo os desejos, quanto choro e desespero
Tantas vezes, com tesouras na mão
Correndo surdo e mudo, vivendo no limite
Sobrevivendo
Quando penso em tudo isso, vejo o quanto “oco” é o ser humano
E o aprendizado nunca mata
A força que tenho não me foi dada mais sim conquistada
Conquista feita com esmero, com sofrimento, passagens e cicatrizes
E um dia após o outro
A impaciência tomou conta de mim
Foi difícil a espera, foi difícil a conquista
Mas o desejo de mudança foi maior
E lapidou cada pedaço meu
Cada pensamento, cada atitude
Costurei casulos, moradas para o meu peito
E separei a mente, novamente
Razão e emoção estão separadas
Cada uma é dona de um cómodo meu
É melhor assim, vai ser assim
E quanto menos você pensa, mais as coisas mudam
Tomam o jeito que você quis
E de tanto somar, se perde a conta
Porque um + um nem sempre são dois
E entre “estar-não estando” é melhor ser 1
Mas a cada minuto dessa jornada eu chorei
Choro interno, cheio de ausência
Cheio de mim
Fui até extremo, fiz drama
Me lancei no abismo, fiz meu próprio abismo
Cavei buracos, me enterrei e desterrei os sentimentos
Achei que não conseguiria
De que não era possível voltar
Quando eu acreditei que era invencível essa jornada
Eu venci
Quando me dei conta do que fiz, sorri
Como jamais tinha feito, se é que eu me lembro de ter sorrido assim
Tão calmamente
Quando livrei de mim o peso da ansiedade
De querer prever as coisas
De tentar segurar o coração
Massacrando o que ainda nem era realidade
E tentando deixar o que era real, irreal
Parei de narrar os fatos, de racionalizar o que só era para sentir
Sentir, arrepiar e sorrir
É tão simples
Que eu não entendia o “porquê”
E sinceramente abandono o “por que”
Desde criança eu me pergunto “porque”
“Porquê” ? “porque” !
Então desde aqui te liberto “porque”
E vou viver bem sem ele
Agora eu levo comigo, só o sorriso
Sem armaduras, sem trejeitos
Vai ser desse jeito, não sendo nada
Nada de esperas, só vivências
Não há mal que dure cem anos
Nem corpo que aguente todo o veneno
Então não seja sempre o “forte”
Mas a cada tropeçar conquiste o equilíbrio e lute
E o melhor sempre espera adiante
Adiante, mas não se adiante