quarta-feira, 16 de junho de 2010

Efêmero espelho .




A vaidade escorre por entre os dedos.
E no espelho o sangue escorre por entre os estilhaços, com a sua imagem destroçada.
Há partes de você por todo o chão da casa.
Quem é você agora ?
Juntando os pedaços, tentando reconstruir.
A imagem se perdeu enfim, sua prisão se desfez, diga amém.
Diga, vai.
Voce está livre para sorrir, sentir, e ser quem sempre quis.
Sua imagem já não existe agora.
Você é apenas o ser que quiser, pois ninguém espera mais nada de você, e esse não esperar, pode ser a melhor coisa que exista.
Sinta.
Não há restrição dos seus limites, já não existe aquele espaço retângular onde o reflexo te prendia a ser eternamente o ser inorgânico, produzido, previsível e condenado.

Agora você é real ...
E acredite, não existe PERFEIÇÃO .


" Quase ninguém sobrevive muito tempo na VAIDADE . "

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